Notícias
Inflação e desemprego preocupam analistas
15/04/2015
A redução da taxa de emprego e o aumento da inflação estão entre as principais previsões de economistas cearenses para os próximos meses. Diante das medidas que o governo federal tem tomado para recuperar a economia, a exemplo da elevação da taxa de juros e dos impostos, os analistas acreditam em um cenário menos favorável para os brasileiros, que devem aguardar uma melhora efetiva apenas para o próximo ano.
A expectativa negativa em relação a 2015 foi apontada no Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), elaborado pelo Conselho Regional de Economia (Corecon-CE) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE).
Segundo o levantamento, os cerca de 80 especialistas consultados revelaram pessimismo em relação a cinco dos nove aspectos analisados - taxa de inflação, nível de emprego, salários reais, evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e taxa de juros.
"Nós ainda temos uma trajetória de mais inflação e de aumento dos juros. Isso vai deteriorar os salários e tirar capacidade de investimento das empresas. Nesse quadro, a economia só deve melhorar mesmo no próximo ano", salienta o economista e conselheiro do Corecon-CE, Ricardo Eleutério.
Médio prazo
Segundo Eleutério, apesar das previsões negativas para os próximos meses, os economistas consultados revelam otimismo em relação ao médio prazo. De todo modo, pondera, o ideal é que o consumidor, neste momento, evite aumentar o nível de endividamento e dê preferência às compras à vista. Uma das expectativas para este semestre, ilustra, é que haja nova alta da Selic - a taxa básica de juros. Eleutério acrescenta que os ajustes realizados pelo governo, embora tenham impactado no bolso dos brasileiros, têm sido importantes para manter a nota do País junto às agências de classificação de risco.
Em comparação com a pesquisa anterior, que contempla os meses de janeiro e fevereiro deste ano, o item que registrou maior queda no grau de otimismo foi o crescimento do PIB. Segundo Eleutério, o levantamento anterior foi influenciado pela nomeação de Joaquim Levy como ministro da Fazenda, atendendo aos anseios do mercado.
Na edição mais recente da pesquisa, que engloba março e abril, os economistas demonstraram otimismo em relação a quatro dos nove itens: cenário internacional, oferta de crédito, taxa de câmbio e gastos públicos.
